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Psicologia do esporte na Copa do Mundo: a mente também joga

Pedro Viana · · 2 min de leitura

A torcida vê dribles, gols e defesas. Antes disso, porém, existe um jogo que ninguém filma: o que acontece na cabeça dos atletas. Numa Copa do Mundo, a pressão é enorme. Há um país inteiro esperando, e às vezes tudo se resume a um pênalti. Lidar com isso é trabalho da psicologia do esporte.

A mente também entra em campo

A psicologia do esporte cuida do preparo emocional de quem compete em alto rendimento. Em uma Copa, a diferença entre vencer e perder costuma estar nos detalhes. O equilíbrio emocional pesa tanto quanto o preparo físico e tático. Foco, controle da ansiedade, motivação e a forma de reagir à derrota e à vitória são treinados todos os dias, junto com os treinos de bola.

Marisa Santiago, a psicóloga da Seleção

Na Seleção Brasileira, esse cuidado ganhou rosto. Marisa Santiago é a psicóloga responsável por acompanhar a mente dos jogadores. O técnico Carlo Ancelotti elogiou o trabalho dela publicamente. Não é um detalhe: quando o comandante reconhece a psicóloga, ele sinaliza que cuidar da cabeça faz parte da preparação, e não é um extra.

Esse protagonismo reforça uma virada importante. Cuidar da mente deixou de ser tabu no futebol. Atletas acolhidos e emocionalmente preparados rendem mais. Eles também se recuperam melhor de uma lesão, de uma crítica ou de um jogo ruim.

O que a psicologia do esporte faz na prática

  • Prepara o atleta para a pressão e a expectativa de grandes jogos.
  • Trabalha o controle da ansiedade e o foco nos momentos decisivos.
  • Fortalece a motivação, a confiança e a autoestima.
  • Ajuda a lidar com derrotas, lesões e cobrança.
  • Cuida da coesão e da comunicação dentro do grupo.

Da Seleção para o consultório

O holofote da Copa lembra uma frase simples: saúde mental é saúde. O mesmo cuidado que prepara um atleta para uma final ajuda qualquer pessoa que vive sob pressão e cobrança. A diferença está em ter com quem contar.

Fica o convite para os psicólogos e demais profissionais de saúde que acompanham pacientes no Cuidaty. Assim como na Seleção, cada paciente tem o seu próprio jogo interno. Seu trabalho é estar ao lado dele em campo.

Fontes

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Pedro Viana

Equipe Cuidaty

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